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sábado, 14 de julho de 2012

Texto de Jack Kerouac - Beatnik

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Eu agi normalmente como fiz a vida inteira, com as pessoas que me interessavam. As únicas pessoas pelas quais me interessei foram as loucas. Aquelas que são loucas para viver, loucas para falar. Desejam tudo ao mesmo tempo, desde que possam seer honestas e cumplices. (Jack Kerouac - Geração Beat)
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sábado, 7 de abril de 2012

Quem são os beatniks?

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     Viajar sem destino, com uma mochila nas costas, falando o que vem à cabeça, pedindo carona, bebendo wisky barato, com roupa surrada, fumando cigarros comuns... Assim eram a maioria dos beatniks. Mas quem de fato são esses "seres" estranhos, que ficavam perambulando pelas noites e falando "asneiras"? Quantos são? Pois é, não se sabe ao certo, sabe-se que alguns deles criaram obras incríveis, geniais, e que mudaram totalmente a vida de milhares de pessoas, mudaram a "forma de ver o mundo".

     Na década de 50, artistas, poetas, escritores desenvolveram um modo anti-materialista de viver. O nomadismo era uma característica dos quais, a busca espiritual, em geral muito aprofundada também, era algo que eles buscavam. A geração beat foi a primeira a nascer nos Estados Unidos com índole contracultural, o primeiro movimento forte iniciado por um pequeno grupo também.









Lucien Carr, Jack Kerouac, Allen Ginsberg e William S. Burroughs

     Influenciados pela batida do jazz, os textos produzidos pelos beats são fortes, fluídos, impacientes, frenéticos... O ritmo seria, segundo Kerouac, uma prova de esforço da livre associação das palavras. Daí a designação dos vários estilos literários dos beats, como “prosódia bop”, expressão que foi cunhada por Kerouac, e definida por Gregory Corso como “a utilização de misturas espontâneas, imagens surrealistas, saltos, batidas, compassos, longas e rápidas vogais, versos longo, muito longos, e a alma como principal conteúdo”.

     As obras mais conhecidas, tidas como "marcos" da geração são: "Howl" de Allen Ginsberg, "Naked Lunch" de William S. Burroughs e "On the Road" de Jack Kerouac. Esses autores são os mais famosos beatniks, na minha opinião, gênios. Ginsberg com "Howl" me tira o fôlego, creio que seja o manifesto mais forte dessa geração, ele exalta o estilo de vida marginal, o uso de ilícitos e sexualidade liberal. Em "Naked Lunch", Burroughs explicita algo que é intrínseco as suas obras, a fascinação pela miscigenação de movimentos, ele gosta de misturar características cubistas com dadaístas, e naquela obra podemos conferir isso devido a ilinearidade da narrativa. Kerouac é um dos meus escritores preferidos, "On the Road", sua obra mais conhecida, e uma das melhores, junto de "Visions of Cody", é incrível, pitoresca e emocionante, fugindo de todos os padrões, os textos de Jack relatam experiências vividas pelo autor, e essas acabam servindo de inspiração para muitos leitores de suas obras.

     O movimento Hippie, dentre outros posteriores inspiraram-se nos beats, tanto que alguns hippies se autodeclaram beatniks, e assim por diante. Um grupo inspirador, com ideias incríveis, e ideais a serem seguidos. Quem são os beatniks? Sou eu, é você, somos nós, todos somos beats, todos temos potencial para isso, mas nem todos temos coragem para optar por uma vida à margem da sociedade, por um caminho meio obtuso e boêmio. Enfim, pessoal, leiam as obras acima citadas e busquem saber mais sobre esta geração incrível, que mudou completamente o pensamento de diversas gerações e que deixou enraizada sua marca na história.
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