sábado, 30 de junho de 2012

Análise da letra As Aventuras de Raul Seixas na Cidade de Thor

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( Deixem nos comentários sua análise, mesmo que parcial de um estrofe. Assim poderemos fazer uma análise democrática )
Tá rebocado meu compadre
Como os donos do mundo piraram
Eles já são carrascos e vítimas
Do próprio mecanismo que criaram




O monstro SIST é retado
E tá doido pra transar comigo
E sempre que você dorme de touca
Ele fatura em cima do inimigo




A arapuca está armada
E não adianta de fora protestar
Quando se quer entrar
Num buraco de rato
De rato você tem que transar




Buliram muito com o planeta
E o planeta como um cachorro eu vejo
Se ele já não aguenta mais as pulgas
Se livra delas num sacolejo


Hoje a gente já nem sabe
De que lado estão certos cabeludos
Tipo estereotipado
Se é da direita ou dá traseira
Não se sabe mais lá de que lado




Eu que sou vivo pra cachorro
No que eu estou longe eu tô perto
Se eu não estiver com Deus, meu filho
Eu estou sempre aqui com o olho aberto




A civilização se tornou complicada
Que ficou tão frágil como um computador
Que se uma criança descobrir
O calcanhar de Aquiles
Com um só palito pára o motor




Tem gente que passa a vida inteira
Travando a inútil luta com os galhos
Sem saber que é lá no tronco
Que está o coringa do baralho




Quando eu compus fiz Ouro de Tolo
Uns imbecis me chamaram de profeta do apocalipse
Mas eles só vão entender o que eu falei
No esperado dia do eclipse




Acredite que eu não tenho nada a ver
Com a linha evolutiva da Música Popular Brasileira
A única linha que eu conheça
É a linha de empinar uma bandeira




Eu já passei por todas as religiões
Filosofias, políticas e lutas
Aos 11 anos de idade eu já desconfiava
Da verdade absoluta




Raul Seixas e Raulzito
Sempre foram o mesmo homem
Mas pra aprender o jogo dos ratos
Transou com Deus e com o lobisomem
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terça-feira, 26 de junho de 2012

Amélia e os band-aids

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Olha a puta passando!
Ela ouvia a sangrar
Os insultos sob os pés
Lhe aprisionavam na casca
Só com medo e desgraça
Até onde suportar?


Olha a puta passando!
Quanto valem teus contornos?
E um gozo estride sozinho
Viram moeda os carinhos
No vai e vem de só dois
Entre o teto e subsolo
Um afago, carinho e colo
Qual a cena de depois?

Olha a puta voltando!
Já refeita da atuação
Pisa já firme no chão
E rebola ao não notar
Que deixa um rastro sombrio
Nos becos onde o vazio
Insiste em lhe acompanhar


Olha a puta apanhando!
Pois valer não lhe cabe
O nada seu quarto invade
e a sirene vem visitar
O sangue deixa contrato
Pintando ao meio dos ratos
A santa morreu no altar

Olha a puta morrendo!
E a quem lhe faltará?
O valor que já cobrara
Hoje lhe mancha a cara
O peso de uma vida
Se desenha entre as feridas
Uma divída por cobrar
De venda ou aluguel
Rabisca um pedaço de céu
Pois num quarto de motel
Que pingou até findar.
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segunda-feira, 25 de junho de 2012

Começando bem um livro

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Alguns livros prendem a atenção do leitor desde a primeira linha. Simples assim! Para provar isso, hoje trago para vocês os primeiros parágrafos de algumas obras de sucesso, e talvez isso desperte seu interesse para ler essas obras.




O iluminado – Stephen King


“Jack Torrence pensou : cretino!”


Simples, objetivo e te coloca pra pensar desde o inicio sobre quem é esse cretino e porque! Um dos meus favoritos, com certeza!






Deuses americanos – Neil Gaiman


“Shadow (sombra) cumpriu 3 anos na prisão. Ele era grande o suficiente e tinha um ar de “não-se-meta-comigo” forte o suficiente para seu maior problema ser como passar o tempo. Então ele se mantinha em forma, e aprendia truques de moeda, e pensava bastante sobre como amava sua mulher.
A melhor coisa, -na opinião de Shadow, talvez a única coisa boa -sobre estar na prisão era o sentimento de alivio. Era sentir que desceu tanto no poço que alcançou o fundo. Ele não se preocupava mais se ia ser pego, porque já fora pego. Não tinha mais medo do que o amanhã ia trazer, porque o ontem já trouxe.” (tradução livre)


Meu talento como tradutor não faz jus ao original... mas esse segundo paragrafo talvez seja um dos mais impactantes começos de livros que eu já li na minha vida! Se o livro fosse ruim (o que passa longe de ser), esse paragrafo sozinho valeria a leitura do mesmo.




O jardim do diabo – Luís Fernando Veríssimo


Me chame de Ismael e eu não atenderei. Meu nome é Estevão. Como todos os
homens, sou oitenta por cento água salgada, mas já desisti de puxar destas profundezas
qualquer grande besta simbólica. Como a própria baleia, vivo de pequenos peixes da
superfície, que pouco significam mas alimentam. Você talvez tenha visto alguns dos meus
livros nas bancas. São aqueles livros mal impressos em papel jornal, com capas coloridas
em que uma mulher com grandes peitos de fora está sempre prestes a sofrer uma desgraça.
Escrevo um livro por mês, com vários pseudônimos americanos, embora meu herói — não
sei se você notou — sempre se chame Conrad. Conrad James. Herman Conrad. Um
ex-marinheiro de poucas palavras. Um peixe pequeno, mas mais de uma cidade foi salva
da catástrofe pela sua ação decisiva entre as páginas 90 e 95. Tenho uma fórmula: a
grande trepada por volta da página 40, o encontro final com o vilão, e o desenlace, a partir
da página 90. Sobrevivo. Nunca mais vi o mar. Pensando bem, não saí mais de casa desde
o meu acidente. Perdi o pé. Não quero falar disso. Tem uma mulher, Maria, claro, que vem
cozinhar pra mim e sempre chega com notícias da decomposição da sua família. "Minha
mãe tá com a urina preta", justo quando eu estou tomando café. Tem uma moça que vem
duas vezes por semana fazer a faxina mas sempre acaba na minha cama. Há dois anos
que ela vem, Lília, Lília e ainda não espanou um livro. É assim que eu vivo. Exile and.cunnilingus. Mas não era isso que eu queria contar.”


Em um capítulo Veríssimo diz tudo o que você precisa saber sobre o personagem central e de quebra te deixa a par das duas histórias secundárias...em um único paragrafo...faz até parecer fácil.




The vagina ass of Lucifer Niggerbastard – Shawn Wunjo


““FUCK YOU AND YOUR GOAT-LOVING
ANALSAUSAGE FUCK FACTORY!” Lucifer
Niggerbastard screamed, giving the shape in the
window a double-handed flip-off. Mr. Moneyballs
could go fuck himself.”




Eu preferi não traduzir essa pra não perder a graça dos palavrões...cada língua tem sua forma de ser hostil e ai está um bom uso da língua inglesa para mandar todo mundo pra PUTA QUE LHE PARIU! Provavelmente essa obra de arte não vai chegar no mercado brasileiro, maaaaaaaaaas não custa nada sonhar!




The last hero – Terry Pratchett


O lugar onde a história aconteceu foi num mundo nas costas de 4 elefantes montados no casco de uma tartaruga gigante. Essa é a vantagem do espaço. É grande o suficiente para conter praticamente tudo, portanto, eventualmente é isso que acontece.
As pessoas pensam que é estranho existir uma tartaruga de 10 mil milhas de cumprimento e um elefante com mais de 2 mil milhas de altra, o que mostra que o cérebro humano é mal adaptado para o pensamento e foi provavelmente desenhado originalmente para esfriar o sangue. Ele acredita que o mero tamanho é impressionate.
Não há nada impressionante no tamanho. Tartarugas são impressionantes, e elefantes são de tirar o ar. Mas o fato de existir uma tartaruga grande é bem menos impressionante que o fato de que existe uma tartaruga em algum lugar.” (tradução livre)




E esse, crianças, é o vovô Terry Pratchett pra vocês! Em 3 paragrafos ele consegue descrever a geografia do seu mundo e dar uma alfinetada sagaz na boa e velha arrogância humana.




Starship troopers – Robert Heinlein


Eu sempre tenho essas tremedeiras antes de uma descida. Eu tomei as injeções, com certeza, e a preparação hipnótica, e é óbvio que eu não posso estar com medo de verdade. O psiquiatra checou minhas ondas cerebrais e me perguntou coisas idiotas enquanto eu estava dormindo e ele me disse que isso não é medo, não é nada importante – é só a tremedeira de um cavalo de corrida pronto pra sair no portão principal.” (tradução livre)




Um texto simples que deixa muita coisa implícita...você já sabe, de certa forma, o que esperar do livro e só se prepara para se maravilhar com a forma com que vai fazer isso!






Fahenheit 451 – Ray Bradbury


Era um prazer queimar” (tradução livre)


Eu preciso comentar algo?






A torre negra – Stephen King


O homem de preto fugia pelo deserto e o pistoleiro ia atrás.”


Estiloso as hell.








Bom, a lista continua, mas eu sou preguiçoso pra caralho e vou parar por aqui...talvez qualquer dia eu continue ela... até mais!





fonte: Mundo Nerd Literatura
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segunda-feira, 18 de junho de 2012

Pétalas inocentes: Resenha de O Jardim das Rosas Negras de Selène D'Aquitaine

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O Jardim das Rosas Negras de Selène D'Aquitaine
O Jardim das Rosas Negras



O Jardim das Rosas Negras é um conto-de-fadas que nos trás de volta o melhor da infância de antigamente.








Samantha é uma jovem mestiça, filha de uma fada com um demônio que vive em um reino encantado e repleto de regras que a afligem. Essa condição incomum a coloca no centro de uma profecia maligna que prevê a destruição de seu reino feérico, fazendo dela num primeiro momento, a causa e a solução para esse evento terrível  que coloca em perigo tudo que acredita e ama. Surgem amigos para auxilia-la nessa busca à medida que segredos do passado vem à tona para confundir seu coração e sua mente,  acirrando ainda mais a batalha interior que a aflige a cada segundo desde que descobriu que seu pior inimigo pode ser ela mesma. É hora de Samantha pôr à prova tudo que aprendeu e mostrar a todos se o seu coração é de fada ou de demônio. 







O Jardim das Rosas Negras é uma obra com narrativa simples e repleta de cenas onde se representa a interação entre personagens constantemente e seus sentimentos, na qual a escritora Selène D'Aquitaine bem optou por descrições focadas em elementos fundamentais, como cores e sensações em detrimento de descrições pesadas ligadas à dimensões, formatos e detalhes em excesso. Assim como reações básicas e instantâneas nas cenas de ação. A narrativa em terceira pessoa, tal qual como foi executada, nos remete à um sentimento de empatia para com os protagonistas, anulando aquela sensação de distanciamento que esse tipo de narração geralmente cultiva. A obra também é carregada de ensinamentos morais e exemplos a serem seguidos como, amor pela leitura, valorização da família e sacrifício pela amizade perfeitamente encaixados no contexto, indicando que essa é a postura natural adotada em um reino harmônico, pois no momento em que essa harmonia é quebrada começam os problemas dos protagonistas. É fácil se envolver com o enredo e a dinâmica rápida da escrita nos faz torcer como que se os tivéssemos assistindo através de uma bola de cristal, partilhando aflições e se decepcionando com os traidores.



Conhecendo o Jardim

A ambientação do livro é toda oriunda da temática dos reinos de fantasia. Com fadas e bruxas, castelos, reinos que cooperam enquanto alguns outros mantém uma aliança frágil, raças diversas e outras criaturas mágicas, além dos portais e dimensões. Elementos que são a base da ideia de que aquele universo não tem limites e que tudo pode acontecer, tudo isso sem ter de decorar um sem-número de nomes de personagens, nomes de reinos, objetos mágicos e classes. O que tem um efeito muito positivo na leitura, pois logo nos tornamos familiarizados com os elementos da cena, o que evoca a supracitada simpatia. Todos detêm poderes mágicos, ou manipulam a magia de alguma forma, o que é interessante pelo fato de que o leitor acaba sempre esperando por uma nova façanha sobrenatural.




Sobre a dinâmica

A estória se inicia com cenas cotidianas na vida de Samantha, onde é possível conhecer um pouco mais sobre a protagonista e alguns dos personagens de apoio, a interação entre eles e um pouco da realidade que os permeia. Desde o início, a tônica é a mesma e o leitor pode confiar na manutenção da qualidade do enredo apresentado. Pouco adiante os antagonistas são apresentados, alguns esperados, outros não, e após bem definido o problema a ser enfrentado, a estória começa a mergulhar em outros níveis ganhando profundidade. Mudanças de cenários são recorrentes enquanto a trama se desenrola e os sentimentos de Samantha se complicam à medida que perde pouco a pouco o poder de decisão quanto ao seu próprio destino, culminando em um clímax seguido do final da estória.




Considerações finais

É importante ressaltar que a obra é bastante voltada para o público infanto-juvenil, tanto pela linguagem, quanto pela temática em si e o decorrer das cenas. O próprio livro é pequeno e leve, e traz ilustrações no início de cada capítulo. A edição é luxuosa, contendo uma capa extra que pode ser separada do livro no período de leitura e depois retornar para ser conservado e protegido na estante.




Título: O Jardim das Rosas Negras
Autora: Selène D'Aquitaine
ISBN: 
 9788527410342 
Design de capa e diagramação: Rodnei de Oliveira Medeiros
Ilustrações: Giulia Yamasaki Sousa
Revisão: Rosa Maria Cury Cardoso
Linha Literária: Fantasia Infanto-juvenil
192 páginas





Blog da autora: http://selenedaquitaine.blogspot.com.br/

Entrevista com a autora: http://anatomiadolivro.blogspot.com.br/2012/05/entrevista-selene-daquitaine.html

Conhecendo os livros da autora: http://anatomiadolivro.blogspot.com.br/2012/06/conhecendo-os-livros-de-selene.html
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sábado, 16 de junho de 2012

O Sabor do sangue: resenha do livro Agridoce de Simone O. Marques

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Agridoce de Simone O. Marques
Agridoce



Agridoce é muito mais que um livro sobre vampiros. É uma trama carregada de mistérios, ação, cenários interessantes e uma atmosfera tanto sobrenatural quanto policial.



Anya, a personagem central da obra, é uma estudante de gastronomia que mora em Florianópolis. E se descobre portadora de uma condição genética que lhe desperta a necessidade de sangue quando um agente misterioso a atrai para perto de si e a faz experimentar sensações que até então desconhecia.  Uma menina excessivamente recatada e superprotegida, que agora se vê jogada em uma realidade hostil e sobrenatural onde todos parecem ter seu papel definido, menos ela, que vivencia um pesadelo onde a normalidade não é uma opção.



Agridoce é o primeiro de quatro volumes que irão compor a saga. Não sei muito sobre os outros três volumes que virão, posso apenas especular, mas nesse primeiro volume há uma apresentação dos personagens e uma familiarização com o cenário e a dinâmica entre os portadores(vampiros) e outras pessoas ligadas a eles através de um laço sobrenatural. Que acredito, ser a estrutura necessária para dar continuidade a saga e trazer novos e fortes elementos ao enredo.



O livro surpreendente pela riqueza dos personagens e a forma na qual se relacionam, seja por amor, companheirismo ou ódio, todos estão presos à mesma situação mesmo que em posições opostas. A gama de personagens não-convencionais com preocupações e reações realistas ante aos acontecimentos é um fator particularmente impressionante. Do meu ponto de vista, não há bons e maus nessa trama, todos dão o melhor de si e partilham o fato de serem vítimas das circunstâncias. Nesse sentido, devo dizer que simpatizei com todos, pelo fato de eles serem construídos pouco a pouco e tamanha a proximidade que eles têm com pessoas comuns e por não tomarem atitudes radicais arbitrariamente, tudo tem seu tempo e razão.



A tradição do sangue

Apesar de centrada na temática vampírica, a autora trabalha com novos elementos nesse conhecido universo sobrenatural, hora fugindo de algumas características tradicionais, hora preservando-os, o que pode vir a macular a expectativa de leitores mais conservadores. Porém, o que posso adiantar é que cada vampiro tem suas próprias características e essas variações surgem de forma inteiramente natural, sem soar como uma revolução forçada e/ou carente de embasamento.



Considerações finais

A leitura é leve e de fácil compreensão, a transição entre cenários é constante, pois a trama é subdividida em diversos níveis que contribuem entre si e se conectam enriquecendo o todo. Os capítulos não são numerados e senti falta de um sumário, cada capítulo se inicia com uma palavra ou frase ligados ao texto a seguir. Também possui acabamento e a diagramação impecável, incluindo detalhes luxuosos e incomuns nos cantos das páginas.



A autora disponibilizou muito material que torna possível conhecer a obra, incluindo um preview(que eu recomendo), para tanto, recomendo visitar os seguintes links:

Preview http://livroagridoce.blogspot.com.br/p/preview.html

Release do livro http://anatomiadolivro.blogspot.com.br/2012/05/release-agridoce-simone-o-marques.html

Blog do livro http://livroagridoce.blogspot.com.br/

Blog da autora http://simoneomarques.blogspot.com.br/

Onde adquirir http://modoeditora.com.br/loja/lancamentos/agridoce





Título: Agridoce
Autora: Simone O.  Marques
ISBN: 978.85.65588.07-2
Capa: André Siqueira
Projeto Gráfico: Marina Avila
Revisão: Bianca Machado
Linha Literária: Romance Sobrenatural
Formato: 16 x 23 – 320 páginas

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sexta-feira, 1 de junho de 2012

Um pouco da história do incenso

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A humanidade tem usado incenso, em suas primeiras formas, desde os primórdios da história humana. Com a descoberta do fogo, os nossos antepassados ​​teriam percebido que a maioria dos materiais desprendem um aroma único quando queimado. A diferença entre o cheiro de um punhado de salsa e de um galho de Pinheiro é muito enfatizada quando cada um é queimado. O ar é rapidamente preenchido com aromas inebriantes simplesmente jogando algumas folhas secas, especiarias ou galhos no fogo. Existem evidências históricas na maioria das culturas que os nossos antepassados ​​queimavam incensos para fins sagrados e de cura. Desde os tempos antigos as pessoas reconheceram que os aromas produzidos pela queima de materiais poderiam aumentar os sentidos. Quando o homem primitivo se reuniram ao redor de seu fogo, sentindo o cheiro de madeiras aromáticas, a fumaça subindo ao céu em espirais desprendendo seus aromas eram um raro prazer sensorial.

A partir deste momento foi  um passo para dedicar produtos perfumados aos Deuses, jogando-nos em fogueiras,  que também carregam os bons desejos e orações dos homens no calor das chamas.

Outros benefícios atribuídos à queima de incenso incluí a purificação de um espaço, para mudar um estado de espírito (para facilitar a meditação ou práticas religiosas) e de limpar e desinfectar, especialmente depois da poluição causada, por exemplo, morte ou doença.  Vários milhares de anos antes do advento do cristianismo, as plantas, ervas e especiarias que produziam o melhor incenso era negociados como mercadorias altamente desejáveis. Por muitos anos o incenso da península Arábica era na verdade uma moeda mais valiosa que o ouro ou prata. Em quase todas as religiões, óleos aromáticos, folhas e em pó foram considerados um presente dos deuses, símbolo da graça divina. Incenso foi usado em grandes quantidades pelos antigos egípcios, persas e assírios, e através deles, pelos romanos, que teriam aprendido de seu uso ao entrar em contato com as nações orientais.  O comércio de incenso floresceu por séculos, especialmente na área da península arábica de Omã, e seu uso pode ser rastreada até o reinado da Rainha de Sabá, que reinou sobre o Reino Hadramut que incluiu Omã. O comércio de incenso cresceu durante mil e quinhentos anos, com pico no auge do Império Romano. O comércio só diminuiu devido à redução na demanda após a queda do Império Romano e também por causa dos impostos exorbitantes cobrados ao longo das rotas de comércio estritamente controladas.



traduzido de :

A Brief History of Incense

by Margaret McGoverne
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