domingo, 8 de julho de 2012

Maus Hábitos: Resenha de As Freiras que só ouvem rock de Manoel F. dos Santos

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Freira armada





As freiras que só ouvem rock é uma trama interessante, forte e rápida, que nos leva a refletir sobre decisões momentâneas que podem parecer inofensivas e ainda sim marcar o nosso destino e de outras pessoas.




No início da estória, conhecemos seis jovens de classe média que desfrutam de uma vida normal e tem um futuro promissor. Ao sair de uma festa decidem apimentar a noite cometendo um delito que em suas visões obtusas não seria grave e sem consequências, seria tão somente diversão. Tudo ocorre de acordo com o planejado no primeiro delito, mas a ausência de sensatez e a paixão pela adrenalina os lança em uma espiral descendente transformando suas vidas em um misto de medo e arrependimento.









As freiras que só ouvem rock de Manoel F. dos Santos
As freiras que só ouvem rock





O livro é harmonioso e bem estruturado em muitos sentidos, o texto em si é pequeno, e toda a história se passa em 88 páginas. Pois sua principal característica é a leveza e celeridade, que agregam emoção, angústia e suspense. Senti uma proximidade muito grande com a mente do autor pelo fato de o enredo ser fortemente carregado com tons de moralidade. A obra visa claramente discutir o papel do jovem na sociedade e a consequência de suas atitudes. Essa característica em particular me agrada por agregar ao texto ares de tratado sociológico e por buscar levar ao leitor uma breve reflexão sobre nossos direitos e deveres. 





Um ponto negativo que posso indicar é que em alguns momentos, talvez para preservar a velocidade do texto, alguns poucos fatos podem ser entendidos como grande coincidência, apesar desses detalhes não prejudicarem em nada o texto como o todo, não escapa despercebido aos olhos mais atentos.  





A estória se passa quase toda na cidade de Campinas-SP, os cenários não chegam a ser descritos em detalhes pois o autor preza pela simplicidade e se limita ao necessário, pois são locais simples, como bares, delegacia e residências, que seguindo o raciocínio, é fácil concluir que nenhum deles necessita de maiores explicações. O leitor habituado a literatura mais densa pode considerar a simplicidade do texto como um fator negativo, porém é difícil tirar o mérito do estilo adotado diante do resultado.

Sobre os personagens


Apesar da trama ser inicialmente centrada nos jovens amigos, existe uma gama de personagens cujo as personalidades e papéis na estória são bastante distintas e a forma como isso foi retratado é bastante interessante. Pois de uma forma ou de outra todos são afetados pelos acontecimentos que se desenrolam. Além do mencionado, também há o fator psicológico dos jovens protagonistas, dos familiares, das vítimas e de todos os que voluntariamente ou involuntariamente são envolvidos na trama principal. Fica evidente os sentimentos de companheirismo entre si e a decepção que corrói seus familiares, emprestando uma dimensão pessoal aos fatos, fator crucial para o envolvimento do leitor.  




O objeto em si, o livro

É bastante leve e fino, como podem imaginar pelas características abaixo, o acabamento não é perfeito, mas talvez pela pequena quantidade de páginas ele  proporcione esse conforto na leitura, apesar das páginas bem brancas.





Título: As freiras que só ouvem rock


Autor: Manoel F. dos Santos


Editora: Clube de autores


Número de páginas: 106 
Edição: 1(2011) 
Formato: A5 148x210 
Coloração: Preto e branco 
Acabamento: Brochura c/ orelha 
Tipo de papel: Offset 75g










Entre na página da editora e veja o que as pessoas estão falando sobre esse livro: 






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sábado, 7 de julho de 2012

Arte e ilusão de ótica

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É incrível o que podemos encontrar no museu Trickeye na Coréia do Sul.

























































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quarta-feira, 4 de julho de 2012

Politicamente correto ? Por quê?

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Vivemos dias perigosos de "politicamente correto", estamos sendo censurados da forma mais sutil que existe. O povo é obrigado a seguir regras de conduta aonde a liberdade de expressão paga um preço muito caro. Hoje vejo esse reflexo na música, é claro que principalmente no rock, que durante décadas foi o porta voz da juventude. Mas também em outros ritmos musicais como o samba e o reggae, que em suas raízes, entre outras coisas encontrávamos muitas referências da revolta da população contra a situação e política. Que em outrora traziam letras carregadas de rebeldia, alertando a todos, influenciando movimentos com seu refrões muitas vezes entoados como hinos de liberdade, vou citar algumas que lembro : Fábrica¹ do Legião Urbana, ²Apesar de Você - Chico Buarque. Canções com essa deram lugar para refrões vazios e batidas insistentes sem nenhuma criatividade, letras pornográficas, que são muito bem aceitas pela mídia já que o povo não é levado a pensar, pelo contrário apenas se rebolam acreditando ser o máximo.



A mensagem que tento trazer nessa postagem é simples, não deixem ser influenciados por esses modismos que só visam lucros rápidos e nenhuma informação. Estudem e se informem da verdadeira realidade do seu país. E nunca acreditem no que a TV lhe diz, tenha opinião própria e seja sempre autentico.











¹ Fábrica



Nosso dia vai chegar,





Teremos nossa vez.



Não é pedir demais:



Quero justiça,



Quero trabalhar em paz.



Não é muito o que lhe peço -



Eu quero um trabalho honesto



Em vez de escravidão.





Deve haver algum lugar



Onde o mais forte



Não consegue escravizar



Quem não tem chance.





De onde vem a indiferença



Temperada a ferro e fogo?



Quem guarda os portões da fábrica?





O céu já foi azul, mas agora é cinza



O que era verde aqui já não existe mais.



Quem me dera acreditar



Que não acontece nada de tanto brincar com fogo,



Que venha o fogo então.





Esse ar deixou minha vista cansada,



Nada demais.

















Apesar de você







²Amanhã vai ser outro dia





Hoje você é quem manda



Falou, tá falado



Não tem discussão, não



A minha gente hoje anda



Falando de lado e olhando pro chão



Viu?



Você que inventou esse Estado



Inventou de inventar



Toda escuridão



Você que inventou o pecado



Esqueceu-se de inventar o perdão





Apesar de você



Amanhã há de ser outro dia



Eu pergunto a você onde vai se esconder



Da enorme euforia?



Como vai proibir



Quando o galo insistir em cantar?



Água nova brotando



E a gente se amando sem parar





Quando chegar o momento



Esse meu sofrimento



Vou cobrar com juros. Juro!



Todo esse amor reprimido



Esse grito contido



Esse samba no escuro





Você que inventou a tristeza



Ora tenha a fineza



De "desinventar"



Você vai pagar, e é dobrado



Cada lágrima rolada



Nesse meu penar





Apesar de você



Amanhã há de ser outro dia



Ainda pago pra ver



O jardim florescer



Qual você não queria





Você vai se amargar



Vendo o dia raiar



Sem lhe pedir licença





E eu vou morrer de rir



E esse dia há de vir



Antes do que você pensa



Apesar de você





Apesar de você



Amanhã há de ser outro dia



Você vai ter que ver



A manhã renascer



E esbanjar poesia





Como vai se explicar



Vendo o céu clarear, de repente



Impunemente?



Como vai abafar



Nosso coro a cantar



Na sua frente



Apesar de você





Apesar de você



Amanhã há de ser outro dia



Você vai se dar mal, etc e tal



La, laiá, la laiá, la laiá
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sábado, 30 de junho de 2012

Análise da letra As Aventuras de Raul Seixas na Cidade de Thor

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( Deixem nos comentários sua análise, mesmo que parcial de um estrofe. Assim poderemos fazer uma análise democrática )
Tá rebocado meu compadre
Como os donos do mundo piraram
Eles já são carrascos e vítimas
Do próprio mecanismo que criaram




O monstro SIST é retado
E tá doido pra transar comigo
E sempre que você dorme de touca
Ele fatura em cima do inimigo




A arapuca está armada
E não adianta de fora protestar
Quando se quer entrar
Num buraco de rato
De rato você tem que transar




Buliram muito com o planeta
E o planeta como um cachorro eu vejo
Se ele já não aguenta mais as pulgas
Se livra delas num sacolejo


Hoje a gente já nem sabe
De que lado estão certos cabeludos
Tipo estereotipado
Se é da direita ou dá traseira
Não se sabe mais lá de que lado




Eu que sou vivo pra cachorro
No que eu estou longe eu tô perto
Se eu não estiver com Deus, meu filho
Eu estou sempre aqui com o olho aberto




A civilização se tornou complicada
Que ficou tão frágil como um computador
Que se uma criança descobrir
O calcanhar de Aquiles
Com um só palito pára o motor




Tem gente que passa a vida inteira
Travando a inútil luta com os galhos
Sem saber que é lá no tronco
Que está o coringa do baralho




Quando eu compus fiz Ouro de Tolo
Uns imbecis me chamaram de profeta do apocalipse
Mas eles só vão entender o que eu falei
No esperado dia do eclipse




Acredite que eu não tenho nada a ver
Com a linha evolutiva da Música Popular Brasileira
A única linha que eu conheça
É a linha de empinar uma bandeira




Eu já passei por todas as religiões
Filosofias, políticas e lutas
Aos 11 anos de idade eu já desconfiava
Da verdade absoluta




Raul Seixas e Raulzito
Sempre foram o mesmo homem
Mas pra aprender o jogo dos ratos
Transou com Deus e com o lobisomem
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terça-feira, 26 de junho de 2012

Amélia e os band-aids

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Olha a puta passando!
Ela ouvia a sangrar
Os insultos sob os pés
Lhe aprisionavam na casca
Só com medo e desgraça
Até onde suportar?


Olha a puta passando!
Quanto valem teus contornos?
E um gozo estride sozinho
Viram moeda os carinhos
No vai e vem de só dois
Entre o teto e subsolo
Um afago, carinho e colo
Qual a cena de depois?

Olha a puta voltando!
Já refeita da atuação
Pisa já firme no chão
E rebola ao não notar
Que deixa um rastro sombrio
Nos becos onde o vazio
Insiste em lhe acompanhar


Olha a puta apanhando!
Pois valer não lhe cabe
O nada seu quarto invade
e a sirene vem visitar
O sangue deixa contrato
Pintando ao meio dos ratos
A santa morreu no altar

Olha a puta morrendo!
E a quem lhe faltará?
O valor que já cobrara
Hoje lhe mancha a cara
O peso de uma vida
Se desenha entre as feridas
Uma divída por cobrar
De venda ou aluguel
Rabisca um pedaço de céu
Pois num quarto de motel
Que pingou até findar.
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segunda-feira, 25 de junho de 2012

Começando bem um livro

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Alguns livros prendem a atenção do leitor desde a primeira linha. Simples assim! Para provar isso, hoje trago para vocês os primeiros parágrafos de algumas obras de sucesso, e talvez isso desperte seu interesse para ler essas obras.




O iluminado – Stephen King


“Jack Torrence pensou : cretino!”


Simples, objetivo e te coloca pra pensar desde o inicio sobre quem é esse cretino e porque! Um dos meus favoritos, com certeza!






Deuses americanos – Neil Gaiman


“Shadow (sombra) cumpriu 3 anos na prisão. Ele era grande o suficiente e tinha um ar de “não-se-meta-comigo” forte o suficiente para seu maior problema ser como passar o tempo. Então ele se mantinha em forma, e aprendia truques de moeda, e pensava bastante sobre como amava sua mulher.
A melhor coisa, -na opinião de Shadow, talvez a única coisa boa -sobre estar na prisão era o sentimento de alivio. Era sentir que desceu tanto no poço que alcançou o fundo. Ele não se preocupava mais se ia ser pego, porque já fora pego. Não tinha mais medo do que o amanhã ia trazer, porque o ontem já trouxe.” (tradução livre)


Meu talento como tradutor não faz jus ao original... mas esse segundo paragrafo talvez seja um dos mais impactantes começos de livros que eu já li na minha vida! Se o livro fosse ruim (o que passa longe de ser), esse paragrafo sozinho valeria a leitura do mesmo.




O jardim do diabo – Luís Fernando Veríssimo


Me chame de Ismael e eu não atenderei. Meu nome é Estevão. Como todos os
homens, sou oitenta por cento água salgada, mas já desisti de puxar destas profundezas
qualquer grande besta simbólica. Como a própria baleia, vivo de pequenos peixes da
superfície, que pouco significam mas alimentam. Você talvez tenha visto alguns dos meus
livros nas bancas. São aqueles livros mal impressos em papel jornal, com capas coloridas
em que uma mulher com grandes peitos de fora está sempre prestes a sofrer uma desgraça.
Escrevo um livro por mês, com vários pseudônimos americanos, embora meu herói — não
sei se você notou — sempre se chame Conrad. Conrad James. Herman Conrad. Um
ex-marinheiro de poucas palavras. Um peixe pequeno, mas mais de uma cidade foi salva
da catástrofe pela sua ação decisiva entre as páginas 90 e 95. Tenho uma fórmula: a
grande trepada por volta da página 40, o encontro final com o vilão, e o desenlace, a partir
da página 90. Sobrevivo. Nunca mais vi o mar. Pensando bem, não saí mais de casa desde
o meu acidente. Perdi o pé. Não quero falar disso. Tem uma mulher, Maria, claro, que vem
cozinhar pra mim e sempre chega com notícias da decomposição da sua família. "Minha
mãe tá com a urina preta", justo quando eu estou tomando café. Tem uma moça que vem
duas vezes por semana fazer a faxina mas sempre acaba na minha cama. Há dois anos
que ela vem, Lília, Lília e ainda não espanou um livro. É assim que eu vivo. Exile and.cunnilingus. Mas não era isso que eu queria contar.”


Em um capítulo Veríssimo diz tudo o que você precisa saber sobre o personagem central e de quebra te deixa a par das duas histórias secundárias...em um único paragrafo...faz até parecer fácil.




The vagina ass of Lucifer Niggerbastard – Shawn Wunjo


““FUCK YOU AND YOUR GOAT-LOVING
ANALSAUSAGE FUCK FACTORY!” Lucifer
Niggerbastard screamed, giving the shape in the
window a double-handed flip-off. Mr. Moneyballs
could go fuck himself.”




Eu preferi não traduzir essa pra não perder a graça dos palavrões...cada língua tem sua forma de ser hostil e ai está um bom uso da língua inglesa para mandar todo mundo pra PUTA QUE LHE PARIU! Provavelmente essa obra de arte não vai chegar no mercado brasileiro, maaaaaaaaaas não custa nada sonhar!




The last hero – Terry Pratchett


O lugar onde a história aconteceu foi num mundo nas costas de 4 elefantes montados no casco de uma tartaruga gigante. Essa é a vantagem do espaço. É grande o suficiente para conter praticamente tudo, portanto, eventualmente é isso que acontece.
As pessoas pensam que é estranho existir uma tartaruga de 10 mil milhas de cumprimento e um elefante com mais de 2 mil milhas de altra, o que mostra que o cérebro humano é mal adaptado para o pensamento e foi provavelmente desenhado originalmente para esfriar o sangue. Ele acredita que o mero tamanho é impressionate.
Não há nada impressionante no tamanho. Tartarugas são impressionantes, e elefantes são de tirar o ar. Mas o fato de existir uma tartaruga grande é bem menos impressionante que o fato de que existe uma tartaruga em algum lugar.” (tradução livre)




E esse, crianças, é o vovô Terry Pratchett pra vocês! Em 3 paragrafos ele consegue descrever a geografia do seu mundo e dar uma alfinetada sagaz na boa e velha arrogância humana.




Starship troopers – Robert Heinlein


Eu sempre tenho essas tremedeiras antes de uma descida. Eu tomei as injeções, com certeza, e a preparação hipnótica, e é óbvio que eu não posso estar com medo de verdade. O psiquiatra checou minhas ondas cerebrais e me perguntou coisas idiotas enquanto eu estava dormindo e ele me disse que isso não é medo, não é nada importante – é só a tremedeira de um cavalo de corrida pronto pra sair no portão principal.” (tradução livre)




Um texto simples que deixa muita coisa implícita...você já sabe, de certa forma, o que esperar do livro e só se prepara para se maravilhar com a forma com que vai fazer isso!






Fahenheit 451 – Ray Bradbury


Era um prazer queimar” (tradução livre)


Eu preciso comentar algo?






A torre negra – Stephen King


O homem de preto fugia pelo deserto e o pistoleiro ia atrás.”


Estiloso as hell.








Bom, a lista continua, mas eu sou preguiçoso pra caralho e vou parar por aqui...talvez qualquer dia eu continue ela... até mais!





fonte: Mundo Nerd Literatura
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segunda-feira, 18 de junho de 2012

Pétalas inocentes: Resenha de O Jardim das Rosas Negras de Selène D'Aquitaine

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O Jardim das Rosas Negras de Selène D'Aquitaine
O Jardim das Rosas Negras



O Jardim das Rosas Negras é um conto-de-fadas que nos trás de volta o melhor da infância de antigamente.








Samantha é uma jovem mestiça, filha de uma fada com um demônio que vive em um reino encantado e repleto de regras que a afligem. Essa condição incomum a coloca no centro de uma profecia maligna que prevê a destruição de seu reino feérico, fazendo dela num primeiro momento, a causa e a solução para esse evento terrível  que coloca em perigo tudo que acredita e ama. Surgem amigos para auxilia-la nessa busca à medida que segredos do passado vem à tona para confundir seu coração e sua mente,  acirrando ainda mais a batalha interior que a aflige a cada segundo desde que descobriu que seu pior inimigo pode ser ela mesma. É hora de Samantha pôr à prova tudo que aprendeu e mostrar a todos se o seu coração é de fada ou de demônio. 







O Jardim das Rosas Negras é uma obra com narrativa simples e repleta de cenas onde se representa a interação entre personagens constantemente e seus sentimentos, na qual a escritora Selène D'Aquitaine bem optou por descrições focadas em elementos fundamentais, como cores e sensações em detrimento de descrições pesadas ligadas à dimensões, formatos e detalhes em excesso. Assim como reações básicas e instantâneas nas cenas de ação. A narrativa em terceira pessoa, tal qual como foi executada, nos remete à um sentimento de empatia para com os protagonistas, anulando aquela sensação de distanciamento que esse tipo de narração geralmente cultiva. A obra também é carregada de ensinamentos morais e exemplos a serem seguidos como, amor pela leitura, valorização da família e sacrifício pela amizade perfeitamente encaixados no contexto, indicando que essa é a postura natural adotada em um reino harmônico, pois no momento em que essa harmonia é quebrada começam os problemas dos protagonistas. É fácil se envolver com o enredo e a dinâmica rápida da escrita nos faz torcer como que se os tivéssemos assistindo através de uma bola de cristal, partilhando aflições e se decepcionando com os traidores.



Conhecendo o Jardim

A ambientação do livro é toda oriunda da temática dos reinos de fantasia. Com fadas e bruxas, castelos, reinos que cooperam enquanto alguns outros mantém uma aliança frágil, raças diversas e outras criaturas mágicas, além dos portais e dimensões. Elementos que são a base da ideia de que aquele universo não tem limites e que tudo pode acontecer, tudo isso sem ter de decorar um sem-número de nomes de personagens, nomes de reinos, objetos mágicos e classes. O que tem um efeito muito positivo na leitura, pois logo nos tornamos familiarizados com os elementos da cena, o que evoca a supracitada simpatia. Todos detêm poderes mágicos, ou manipulam a magia de alguma forma, o que é interessante pelo fato de que o leitor acaba sempre esperando por uma nova façanha sobrenatural.




Sobre a dinâmica

A estória se inicia com cenas cotidianas na vida de Samantha, onde é possível conhecer um pouco mais sobre a protagonista e alguns dos personagens de apoio, a interação entre eles e um pouco da realidade que os permeia. Desde o início, a tônica é a mesma e o leitor pode confiar na manutenção da qualidade do enredo apresentado. Pouco adiante os antagonistas são apresentados, alguns esperados, outros não, e após bem definido o problema a ser enfrentado, a estória começa a mergulhar em outros níveis ganhando profundidade. Mudanças de cenários são recorrentes enquanto a trama se desenrola e os sentimentos de Samantha se complicam à medida que perde pouco a pouco o poder de decisão quanto ao seu próprio destino, culminando em um clímax seguido do final da estória.




Considerações finais

É importante ressaltar que a obra é bastante voltada para o público infanto-juvenil, tanto pela linguagem, quanto pela temática em si e o decorrer das cenas. O próprio livro é pequeno e leve, e traz ilustrações no início de cada capítulo. A edição é luxuosa, contendo uma capa extra que pode ser separada do livro no período de leitura e depois retornar para ser conservado e protegido na estante.




Título: O Jardim das Rosas Negras
Autora: Selène D'Aquitaine
ISBN: 
 9788527410342 
Design de capa e diagramação: Rodnei de Oliveira Medeiros
Ilustrações: Giulia Yamasaki Sousa
Revisão: Rosa Maria Cury Cardoso
Linha Literária: Fantasia Infanto-juvenil
192 páginas





Blog da autora: http://selenedaquitaine.blogspot.com.br/

Entrevista com a autora: http://anatomiadolivro.blogspot.com.br/2012/05/entrevista-selene-daquitaine.html

Conhecendo os livros da autora: http://anatomiadolivro.blogspot.com.br/2012/06/conhecendo-os-livros-de-selene.html
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